"Amor em tempos de plágio" ou o "plágio conjugal"? ~ Identidade 85 ::
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quarta-feira, outubro 28, 2015

"Amor em tempos de plágio" ou o "plágio conjugal"?



Esses dias vi uma mensagem no twitter da amiga Azellite Pena, com o título "Amor em tempos de plágio"... tratava-se de indicação de leitura de uma notícia de Portugal (e não é piada) em que um casal apresentou, uma de cada, dissertações de mestrado "semelhantes". 



Ela professora no Politécnico de Viseu e ele, Guilherme Almeida, um vereador e presidente da concelhia* do PSD português.

As duas dissertações, com três anos de diferença, foram apresentadas ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho (ISCTE, que as tem disponíveis na biblioteca). Em consulta às duas o site de notícias TSF percebeu "semelhanças" bem notórias, inclusive, vejam só vocês, as duas apresentavam o mesmo tema: "o marketing das cidades aplicado ao caso de Viseu". As coincidências não param por aí: ideias, títulos, extensos parágrafos e até páginas completas são partilhados entre as teses que têm a mesma conclusão: Viseu deve desenvolver o turismo sénior, de eventos e congressos


O vereador se defendeu, alegando inclusive que apresentou sua dissertação diante de um júri qualificado. O hilário, se é que é possível, é que ele afirma que as dissertações são totalmente diferentes nos temas abordados, nos objetivos e nas conclusões.


É inconcebível que se diga que "As teses apresentam, desde logo, o mesmo tema", quando se tivesse sido feito um trabalho de investigação apurado e sério, facilmente se podia verificar e comprovar que as duas teses são completamente diferentes nos conteúdos, nos temas abordados, nos objetivos, na metodologia, no modelo utilizado, na amostra, na bibliografia, na análise e na discussão dos resultados, nos contributos para a formulação estratégica, bem como nas conclusões e recomendações apresentadas**. 

Esse é o tipo de caso que eu chamaria de sanguessuga, só que o difícil é saber de quem é a culpa pelo sangue sugado - a esposa que cedeu as ideias ou o nobre vereador que se apoderou deles sem titubear. Não é uma violação do direito alheio, parece-me mais uma espécie de crime passional consentido (se é que existe algo parecido no Direito...rs). 

Assim como aqui no Brasil, plágio em Portugal é crime; o difícil é saber crime contra quem. Em último caso seria contra a própria universidade/faculdade que recebeu os trabalhos e depois contra as pessoas que perderam seu tempo acreditando nas "inovadoras" ideias do vereador. 


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* As Concelhias são as estruturas responsáveis pela coordenação da intervenção política do Partido ao nível municipal e pela articulação entre as secções de residência existentes no concelho (ver mais em http://www.ps.pt/partido/estatutos-do-partido-socialista.html?limitstart=4#sthash.llX2XdZm.dpuf)

** Direito de resposta: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3077213#sthash.rnOCLswH.dpuf


*** Montagem do topo de José A. Fernandes.

**** Originalmente postado em 2/mar/2013.

Referências: 



  • Foi plágio...: blog especializado em falar de plágio... http://foiplagio.blogspot.com.br/2013/02/amor-em-tempos-de-plagio_27.html
  • TSF Portugal: rede de comunicações portuguesa http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3074737&tag=pl%E1gio&page=-1
  • Via Twitter de Azellite@azellite 

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