Sobre "Cazuza – Pro dia nascer feliz, o musical" - por Flávia L. Costa ~ Identidade 85 ::

domingo, agosto 10, 2014

Sobre "Cazuza – Pro dia nascer feliz, o musical" - por Flávia L. Costa





por Flávia L. Costa


INTENSO, esta é a característica mais ressaltada em Cazuza – Pro dia nascer feliz, o Musical, que estreou em São Paulo em 18 de julho. Emílio Dantas e Osmar Silveira se revezam no papel principal e dão vida ao personagem com maestria de maneira a nos deixar enganados muitas vezes pela semelhança como compõem seu personagem. 

Ele retrata a vida do cantor-poeta-compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, falecido em 7 de julho de 1990, aos 32 anos, por um choque séptico causado pela Aids.  Em pouco mais de duas horas de espetáculo, dividido em dois atos, pinceladas dos fatos mais marcantes da vida do artista foram retratadas.  A obra de autoria de Aloísio de Abreu e direção de João Fonseca (Tim Maia - Vale Tudo, o Musical) é contada através das músicas do cantor em ordem cronológica, sem ser maçante. 

Os altos e baixos da curta, porém, rica trajetória da carreira de Cazuza também não foram omitidas, nem romanceadas. A estória é narrada pela mãe, Lucinha Araújo (representada por Susana Ribeiro) que inicia o primeiro ato conversando sobre o filho com o marido João Araújo (Marcelo Várzea). 

A origem do apelido famoso do cantor foi criado por seu pai, quando o filho ainda nem havia nascido. Há que falar-se que melhor apelido não haveria de ter, o cantor se enquadra perfeitamente na definição muito usada no nordeste, “moleque”. Cazuza, como ficou então conhecido, nunca deixou de ser um moleque, fazia o que lhe dava vontade; era filho único em uma família de classe média alta, “venerado” pela mãe que não conseguia por-lhe freios. Teve uma vida curta mas bem vivida.  

O espetáculo retrata desde a adolescência do cantor na década de 70 ao início da vida adulta, os conflitos comuns da idade, o uso de drogas, a relação de amor e ódio com sua mãe protetora, o curto período em que morou no exterior, o curso de fotografia, o grupo de teatro. Cazuza compôs músicas, escreveu poesias, foi um dos integrantes de uma das bandas mais famosas no país, o Barão Vermelho, teve uma vida amorosa agitada (sendo confessadamente bissexual), levava uma vida boêmia, fazia uso de drogas e álcool. 

Cazuza sempre se mostrou forte, decidido, não tinha pudores, medos. Esta ânsia de viver intensamente, acabou custando-lhe a existência. Compôs até o final, época onde produziu alguns de seus maiores sucessos e obteve maior reconhecimento. Lutou até o fim. Passadas mais de duas décadas de sua partida, suas idéias e legado permanecem atuais. 



Vai até 26 de outubro
Local: Teatro Procópio Ferreira
Cidade: São Paulo/SP 
Endereço: Rua Augusta, 2823 - Cerqueira Cesar - CEP 01413-100
Ingressos pelo site Ingresso Rápido
Outras informações pela página do musical no Facebook

* Foto do topo de divulgação.

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