Dica dupla de livro: Paul Veyne "Pão e Circo" e "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?" ~ Identidade 85 ::

quarta-feira, junho 14, 2017

Dica dupla de livro: Paul Veyne "Pão e Circo" e "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?"



Essa semana completa 87 anos (13 de junho) Paul Veyne, um dos grandes historiadores-arqueólogos da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia) do século XX. Por isso a nossa dica dessa vez é dupla: "Pão e Circo" e "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?" 📙 Do que fala "Pão e Circo": "Panem et circenses": por qual motivo a elite romana organizava jogos e distribuía trigo para a plebe? Prática diversionista? Clientelismo? Despolitização? Populismo? Esta obra monumental reúne uma investigação minuciosa sobre as origens dessa prática tão comum a aristocratas e imperadores. Juvenal via ali a derrocada da república; a massa trocava seus votos por diversão e alimento. Veyne descontrói essa interpretação monolítica e oferece uma complexa chave de leitura para a compreensão dos acontecimentos históricos, sociais e políticos. Mais que simples mecanismo de controle da plebe, a política do pão e circo remete a práticas herdadas das cidades-Estado gregas de comprometimento com o bem comum, as quais tanto embutem um sentido de dever, como também são usadas como demonstração de superioridade. Apropriadas de modo específico pela elite romana, conforme as características de sua sociedade, essas liberalidades oferecidas ao povo são contextualizadas historicamente e caracterizadas por Veyne como “evergetismo” – um fenômeno mais amplo em que, por diversas motivações, aristocratas realçam sua posição social por meio de doações ostentatórias para a coletividade. 💻Onde comprar: http://acesse.vc/v2/164be029d06 ----- ::: 📕 Do que fala "Os Gregos Acreditavam Em Seus Mitos?": Ao decidir estudar, a partir da crença dos gregos em seus mitos, as várias maneiras de crer – a crença no que os outros dizem, a crença por experiência própria –, Paul Veyne concluiu que, em vez de falar de crenças, deveria falar de verdades, elas próprias imaginações. “Nós não fazemos uma ideia errada das coisas: a verdade das coisas é que, através dos séculos, foi constituída de maneira peculiar”, escreve. Longe de ser a mais simples experiência realista, a verdade, diz o autor, é a experiência mais histórica de todas. Ele explica que as verdades relacionam-se a contextos culturais, e podem ser questionadas em outras esferas de cultura, diferentes. O olhar contemporâneo sobre o passado ilustra essa visão, pois costuma classificar a quase totalidade das produções anteriores como delírio e considerar como verdade, e muito provisoriamente, somente o que constitui o “último estado da ciência”. 💻Onde comprar: http://acesse.vc/v2/16428cba075

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