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A arte antiga que ofende os olhos modernos

Histórias do Brasil - episódio 10:

O Sonho de Juscelino, Brasília, 1958

Getúlio Vargas e a Ditadura do Estado Novo

Como Vargas se manteve e instalou uma ditadura no Brasil?

LANÇAMENTO:

Belchior - Apenas um rapaz latino-americano

Tudo é política

E o cidadão é fundamental para a construção do passado

DOCUMENTÁRIO COMPLETO

Como a Volkswagen colaborou com a ditadura

segunda-feira, setembro 25, 2017

LANÇAMENTO! Africanos Livres



Para além da boa vontade de Isabel, o escravismo não acabou por um simples ato benevolente e nem foi de um dia para o outro. Em Africanos livres, Beatriz Mamigonian toma a lei de 1831 como o eixo narrativo, ao qual se imbricam a análise da experiência dos ex-escravos, de sua administração pelo governo imperial e dos efeitos do contrabando, avançando até os anos 1880, quando já se forçava a reconhecer os africanos ilegalmente escravizados como "negros livres". 

📘 DO QUE TRATA:

Em 7 de novembro de 1831, foi promulgada a lei que proibia a importação de escravos para o país e punia todos os envolvidos na atividade. O avanço legal se devia, ao menos em parte, à pressão exercida pela Coroa britânica. 

Como se sabe, o Estado brasileiro acabou se mostrando conivente com o tráfico ilegal de africanos e a escravização de suas vítimas nos anos seguintes. Apesar de ter tido impacto importante no avanço do movimento abolicionista, a imposição sancionada seria, no fim das contas, “para inglês ver”. 

Baseado em pesquisa inédita, o livro avança até a campanha abolicionista na década de 1880, quando os militantes mais radicais forçavam o reconhecimento de todos os africanos ilegalmente escravizados como “africanos livres”.

🔎 ONDE COMPRAR: 

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Livraria da Travessa: acesse.vc/v2/2688880ba6e (59,17)
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sábado, setembro 23, 2017

LANÇAMENTO! "Espinosa e o Problema da Expressão", de Gilles Deleuze



Apresentado originalmente como tese complementar de doutorado e publicado na França em 1968, este é um livro fundamental na trajetória de Gilles Deleuze, autor de O anti-Édipo

📘 DO QUE SE TRATA:

As definições correntes da filosofia não se aplicam a Espinosa, pensador escandaloso e solitário, que concebeu a filosofia como uma empresa de liberação e desmistificação radicais, cujos únicos paralelos talvez sejam Lucrécio e Nietzsche. 

Em Espinosa e o problema da expressão, Gilles Deleuze (1925-1975) mapeia, no pensamento do filósofo holandês, as relações entre teoria da substância, teoria da ideia e teoria das paixões e das ações, pondo em destaque, particularmente, as conexões entre substância e a composição dos modos finitos de existência

Aqui, ao mesmo tempo em que discute o conceito de “expressão” e apresenta de forma sistemática o pensamento de Espinosa, o texto põe em evidência a operação deleuziana de leitura, suas maneiras de agir e de saber. 

Traduzido com rigor pelo coletivo GT Deleuze — sob a supervisão de Luiz B. L. Orlandi, este é um livro raro, no qual — como deixa entrever o posfácio de François Zourabichvili — Deleuze ilumina Espinosa e Espinosa ilumina Deleuze.

🔎 ONDE COMPRAR: 

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quinta-feira, setembro 21, 2017

LANÇAMENTO! "Vocabulário Bourdieu"




Pierre Bourdieu foi um dos grandes pensadores de nosso tempo e entendê-lo minimamente é fundamental para quem se dedique seriamente às Ciências Humanas. Para isso, acaba de ser lançado esse Vocabulário Bourdieu. 

📘 DO QUE SE TRATA:

Pierre Bourdieu (1930-2002), com seus trabalhos em diferentes campos disciplinares, como sociologia, antropologia, educação, história e economia, suscita, desde os anos 1960 e de modo contínuo, grande interesse no meio acadêmico brasileiro. Numa sistematização daquilo que constitui o pensamento e a prática científica da sociologia de Bourdieu, centrada no tripé teoria-história-empiria, este vocabulário reflete um esforço de aproximação dos aspectos centrais da obra do autor. 

A intenção dos organizadores deste livro é oferecer ao leitor um auxílio à leitura e à compreensão de seus textos e a oportunidade de acessar teoricamente um universo conceitual e metodológico considerado denso em complexidade e em suas formas de expressão.

🔎 ONDE COMPRAR: 

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quarta-feira, setembro 13, 2017

A arte antiga que ofende os olhos modernos


Tempos atrás uma reportagem de Alister Sooke para a BBC Mundial me chamou a atenção por um fato curioso, que cientificamente não é novo, mas popularmente sim. Trata-se de um tipo de arte "que ofende os olhos" modernos. 


As técnicas usadas seguem o padrão das consideradas "grandes obras", não deixando nada a desejar quando se fala em "alta cultura". O que muda são as cenas representadas, que podem mostrar torturas e castigos divinos, mas também cenas corriqueiras entre os povos da chamada Antiguidade Clássica: pornografias. 

O interessante, mas não uma grande surpresa suponho, é que alguns documentos bem preservados parecem sugerir que esculturas e obras de arte encontradas no século XVIII em Papyri, nos arredores de Herculaneum (veja logo abaixo), podem ter sido encomendadas por um homem sofisticado e bem letrado. Ele as teria mandado fazer para escandalizar seus convidados?

Uma familiarização com a cultura romana nos fará  refletir um pouco mais e pensar que talvez não fosse exatamente esse o caso. Nos faz lembrar que, enquanto decoramos nossos jardins com duendes e afins, os romanos os decoravam com pornografias, imagens de bravura e cenas sangrentas.

Tais imagens disponibilizadas por Sooke me fizeram lembrar de alguns textos estudados em minha época de graduação, que mostram um outro lado da arte romana, neste caso o grafismo em Pompéia*. Interessante  poder olhar as ruínas dessa cidade "perdida" e encontrar grafites com mensagens de amor e saudade, mas também, com uma frequência interessante, mostrando cenas de órgãos sexuais e cenas de coito. Neste caso, as inscrições nas paredes provêm de inúmeros e diversos grupos populares da cidade, tais como: agricultores, comerciários, artesãos, gladiadores, criadores de animais e soldados.

 Gráfite de Pompéia mostra cena íntima de um casal

Voltando as imagens apresentadas por Sooke em sua reportagem para a BBC, seguem alguns exemplares de arte encontradas na cidade perdida de Pompéia e de Herculaneum (clique na imagem para ampliar):

Essa escultura em mármore mostra um sacerdote troiano e seus filhos lutando para escapar de cobras mandadas por Poseidon para sufocá-los.


Essa estátua monstrando uma cena violenta data de cerca de 79 d.C.


Uma das obras de arte mais famosas da Antiguidade, esta estátua do Pan e a cabra foi descoberta em Herculaneum em 1752.

Nesta um homem preso a uma árvore, sendo castigado pelo deus Apólo, por perder uma competição musical. 
  
Estas estátuas datadas de cerca de 79 d.C., mostra um Hércules indigno fazendo suas necessidades.

Este curioso objeto, chamado de "tintinabulum", mostra um órgão fálico com asas, sinos e pés de leão.

Dica de livro:

 livro arte em movimento

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* Sobre grafismo em Pompéia existe o livro da profa. Lourdes Conde Feitosa, Amor e Sexualidade o Masculino e o Feminino em Grafites de Pompéia, publicado por Annablume/Fapesp, em 2005.

Fontes:

Alister Sooke. Sculpture of ancient Rome: The shock of the old. Disponível em: http://www.bbc.com/culture/story/20130419-the-shock-of-the-old/1.

Todas as imagens, de diversos autores, foram retiradas do site BBC: http://www.bbc.com/culture/story/20130419-the-shock-of-the-old/1

** Originalmente postado em 3/maio/2013.

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terça-feira, setembro 12, 2017

Histórias do Brasil - episódio 10: O Sonho de Juscelino, Brasília, 1958



Em seu último episódio a série Histórias do Brasil nos leva a pensar sobre o momento pós-Getúlio e nos insere no famoso Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, incluindo aqui especialmente a construção de Brasília, a nova capital do Brasil, que se tornou uma obsessão de JK, a sua meta-síntese.

Claro que a ideia de construir uma nova capital para o país não era nova. Segundo Marieta de M. Ferreira, desde o século XIX "já se discutia... já havia até um, um planejamento". É uma ideia antiga, "mas que nos anos 50, ela aparece como viável e principalmente como representando todo um movimento de modernização", diz a professora Marly Silva da Mota. Daí se pensar: o que representava esse moderno?

Este episódio se concentra em 1958, no Brasil, "que está acompanhando os primeiros passos da Bossa Nova e os jogos da Copa do Mundo de Futebol, na Suécia, vive de esperanças". Pareciam anos dourados, num Brasil que tinha rádio, televisão e automóveis, que rumava para o futuro, com a industrialização cada vez mais estabelecida. Mas, não se enganem, nem tudo são flores...

Convidadas: Marly Silva da Mota, Marieta de Moraes Ferreira e Santuza Cambraia.




Dica de livro:

 livro A História do Brasil em 50 Frases

Jaime Klintowitz
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Lista dos episódios:

1 - Antes do Brasil, Cabo Frio
2 - Colonização
3 - Guerra pelo açúcar
4 - Entradas e Bandeiras
5 - Ouro e Cobiça 
6 - Leituras Perigosas
7 - O Sangrador e o Doutor
8 - Vida e morte no Paraguai
9 - Propaganda e Repressão
10 - O Sonho de Juscelino

* Originalmente postado em 5/out/2013.

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