Identidade 85 ::

Chile em fotos

Parte 01: Santiago

COMEÇOU A VIAGEM!

Vlog Chile # 01 :: Cerro San Cristóbal

A vida entre o SER e o TER

Como você vive?

Na onda do momento...

A arte antiga que ofende os olhos modernos

Histórias do Brasil - episódio 10:

O Sonho de Juscelino, Brasília, 1958

quinta-feira, janeiro 18, 2018

VÍDEO: Tecnologia e relações humanas [Jose A Fernandes com Robson da Silva]



Diante de tantas transformações pelas quais a humanidade e suas formas de se relacionar passaram e continuam passando, indagar sobre nós mesmos continua sendo algo inevitável. 

Dessa forma, perguntamos: você saberia dizer o que é tecnologia? Para que ela serve? Que influências ela tem sobre as relações dos seres humanos? Qual o grau de autonomia e de poder que ela tem sobre nós e vice-versa?





Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.

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sábado, janeiro 06, 2018

Filosofia da merda - por José A. Fernandes





Quando você estiver se sentindo uma "merda", pense um pouco, filosofe sobre si mesmo, pois pode ser que no fim descubra que tem você muita utilidade. 

Isso porque de uma forma ou de outra a merda que circula, deixa com o tempo de ser matéria dispensável para se tornar matéria útil para outras tantas coisas quantas sejam passíveis de se imaginar no que diz respeito ao ciclo sempre constante da vida. Dúvida?

Então pense comigo. A vida é uma coisa efêmera que está sempre passando. E a merda é aquilo que em muitos casos vira esterco, que ajuda (voluntária ou involuntariamente) a germinar pastos, flores e frutos. Não é só o dejeto animal que serve. Ou me dirão que o alimento que nos é posto à mesa não tem nenhuma parcela de estrume, seja você ele ou seja o que sai do gado?

Isso está cheio de filosofia. 

Da mesma forma que as tantas outras partes que recebi em meu corpo, misturadas de partes do viveu um dia e se foi. Ou me negarão o direito de fazer parte de tantos corpos apodrecidos, sejam eles de homens ou de bestas selvagens (embora menos selvagens que alguns humanos), que ajudaram a dar cor as flores do campo? E aí, a merda se torna parte também, não mais peça exclusiva. 

Basta pensar no quanto carregamos na idade do mundo, ao menos desse planeta azul que chamamos de Terra. Quantos seres se deixaram ir, nas muitas luas passadas, para em forma de chorumes e vermes (que também morrem) reviver, remontados, em novos seres, sejam eles evoluídos ou não.

E nem precisa ser evolucionista para perceber isso: basta pensar do ponto de vista religioso se quiserem, que do barro viemos. E do que se formou esse barro ao longo de tantos séculos e milênios? Quantos sacerdotes, reis e carrascos morreram, assim como os que por eles foram mortos, e disso resultou novas matérias em vidas completas?

Então amigo e amiga, quando você estiver se sentindo uma merda, lembre-se: a merda também é útil e o futuro do mundo depende de você. E se não te convenci com o que disse, então volte ao início e leia tudo outra vez!


Dica de livro:
 box por que fazemos o que fazemos cortela
Mario Sergio Cortella  
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* Originalmente postado em 18/fev/2015.

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sexta-feira, dezembro 22, 2017

SUPER PROMOÇÃO! Box "História Da Sexualidade", de Michel Foucault, de 128,70 POR R$ 63,35!




O Box "História Da Sexualidade", contendo três livros importantes de Michel Foucault, está pela metade do preço. O preço normal era 128,70 e está R$ 62,59, com frete muito acessível!


O box contém:

Volume 1 - A vontade de saber (176 páginas) 

Mostra que a sexualidade não foi reprimida com o capitalismo, depois de ter vivido em liberdade. Sua hipótese é de que, desde o século XVI ¿ processo que se intensifica a partir do século XIX ¿, o sexo foi incitado a se manifestar por uma vontade de saber sobre a sexualidade, que é peça das estratégias de controle dos indivíduos e das populações características das sociedades modernas. 

Volume 2 - O uso dos prazeres (320 páginas) 

Assinala uma importante transformação na história da sexualidade. Conservando o objetivo de investigar como nasce, nas sociedades ocidentais modernas, a noção de sexualidade, Foucault recua no tempo até a Grécia clássica para averiguar como a atividade sexual se constitui como domínio de prática moral e modo de subjetivação característicos do projeto de uma ¿estética da existência¿. 

Volume 3 - O cuidado de si (320 páginas) 

Estuda o desenvolvimento, nos dois primeiros séculos da nossa era, da arte da existência criada pelos gregos. Assim, ele examina o modo de subjetivação característico dessa época para compreender sua diferença tanto em relação à Grécia, que criou a estética da existência, quanto em relação ao Cristianismo, que a inclinou na direção de uma hermenêutica do desejo.  

NÃO ESQUEÇA O CAMINHO: acesse.vc/v2/341f136d286

Foucault e Sartre juntos em manifestação

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sexta-feira, dezembro 15, 2017

MAIS PROMOÇÃO! "A Aventura do Livro", de Roger Chartier, de R$ 66,00 POR R$ 36,70!


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O livro "A Aventura do Livro", do grande Roger Chartier, está por R$ 36,70. O preço normal, quando se acha pra comprar, é de R$ 66,00! Onde? amzn.to/2C3Clq1 Trata-se de mais uma oportunidade aos interessados em História e Ciências Humanas em geral - em nossos casos para formação pessoal, preparo para concursos e para seleções. Em meus tempos de acadêmico e mesmo de mestrando depois, Roger Chartier esteve presente com frequência nas bibliografias das disciplinas e cursos. Por isso, recomendo muito. Não esqueça onde encontrar: amzn.to/2C3Clq1

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terça-feira, dezembro 05, 2017

O professor como intelectual - por Jean Menezes



Jean Menezes

A palavra intelectual passou a ser empregada a partir de 1898 em Paris para se referir a Emille Zola e seus correligionários que buscavam inferirem através da crítica no espaço público da política francesa. De início a palavra intelectual foi carregada de uma depreciação, pois os intelectuais de Zola eram entendidos pelo governo como alguma espécie de bisbilhoteiros da política do tempo presente. Assim mesmo, o termo intelectual pegou e passou a ser um designativo nada pejorativo, uma vez que o intelectual buscava a preservação dos valores universais como liberdade, justiça etc.


Certamente, dos tempos de Zola até nossos dias, diversos tipos de intelectuais existiram e entre eles, talvez o mais antigo de todos: o professor.

Partimos do pressuposto empírico que o professor é um intelectual quando comunga da defesa dos valores universais e da emancipação do sujeito histórico. Ele é um profissional engajado politicamente, pois infere no espaço que deveria ser público na sociedade do consumo. E este perfil de professor anda escasso. Mas nos vem o questionamento: que tipo de engajamento tem uma parcela expressiva dos professores como intelectual na atual sociedade brasileira? Certamente são vários, mas certo tipo de engajamento intelectual nos chama atenção. É o engajamento estranhado. 


O que é isso? É o intelectual (parte dos professores) que atua sem saber muito bem que está atuando e em nome de quem, ou em qual projeto está engajado. Para exemplificarmos esta abstração, podemos notar parte dos professores que se preocupam, que se detém e que são motivados a pesquisa ou as aulas, apenas para a obtenção do salário que a rede pública ou privada os pagam mensalmente. É estranhado porque este intelectual (não são todos! Como dissemos: uma parcela expressiva!) se ocupa em ensinar não de modo muito diferente dos sofistas da antiguidade (vendendo aulas). Apreende-se ao pagamento que por sua vez deve ser utilizado para a realização de outros pagamentos de dívidas contraídas, pouco ou nada se importando com o espaço que ocupa na organização da sociedade. 



De acordo com Pedro Demo (Unb), menos de 9% dos professores participam de associações e sindicados que buscam a representação da categoria. Menos de 5% se declaram interessados em participar da política do bairro, cidade e esferas maiores das decisões públicas do país que moram, muitas vezes partilhando o senso comum que estufa o tórax para afirmar que política é coisa de malandro. 

O caro leitor deve estar se perguntando, por que são considerados intelectuais esta parcela de professores? São intelectuais porque estão engajados, de forma estranhada, ou não, na manutenção de muitos problemas sérios da sociedade de classes. Não participam criticamente da organização dos espaços que deveriam ser públicos e, portanto, contribuem com aqueles que desejam o público/democrático exista apenas no papel para a classe que está longe do poder político/econômico. Ajudam a manter o quadro drástico da educação e formação da crítica política, onde o sujeito histórico, como defendia o senhor Taylor para o trabalhador, apenas deve aprender o necessário para operar as máquinas, numa palavra, gorilas amestrados que aprendam apenas a votar, a voltarem o troco certo e a pronunciarem um conjunto de verbos, predicados, sujeitos, etc. compondo frases e orações que atendam aos interresses de classe – e classe aqui, é no sentido marxiano.

Esse nosso intelectual critica o baixo salário – e concordamos com ele -; que o sistema é o culpado –; também concordamos -; que as políticas públicas não são suficientes. Todas essas queixas são válidas, mas se a preocupação do intelectual redundar no particularismo, apenas no individualismo, o significado do Ser intelectual estará limitado ao o que Antonio Gramsci entendeu como o intelectual tradicional (uma categoria complexa do pensamento gramisciano que não posso me deter neste pequeno texto). E se assim for, o professor que se ocupa em apenas preencher um cargo público na obtenção de seu salário para lambuzar-se no espetáculo do consumismo, não estará distante dos interesses dos intelectuais tradicionais que desejam preservar a situação de classes como está: os que mandam e governam e os que obedecem e são governados - assim como os cordeiros e ovelhas dóceis e obedientes. 


Mas tudo isso com uma grande diferença deste tipo de intelectual que apresenta Gramsci, pois o nobre professor quando não pertence à classe social do intelectual tradicional, ele opera como um intelectual Ad Doc da classe que o dirige, mesmo sem saber o que se passa diante de seus olhos presos as vitrines do consumo e as algemas dos ganhos particulares que sustentarão, em partes, os seus fetiches. Transforma-se e um intelectual por tabela a serviço dos próprios que ele mesmo identifica como o Sistema falido, seja o político, o econômico e o educacional para o qual vende a única coisa que em tese tem: sua força de trabalho. Desta forma, este tipo de professor intelectual acaba por contribuir, engajadamente, para a cristalização do sistema que tanto o remunera mal e indecentemente na sociedade de classes do tempo presente.


Dica de livro de Jean Menezes:

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Jean Menezes (fafica_95@yahoo.com.br) é Professor de História e Filosofia. Mestre em História pela UFGD, Doutor em Ciências Sociais pela Unesp de Marília e membro do Núcleo de Estudos Políticos de S. J. do Rio Preto.

* Originalmente postado em 3 de agosto de 2008.

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sexta-feira, dezembro 01, 2017

Chile em fotos [Parte 01]: Santiago

  

Em outubro de 2017 fomos ao Chile, andamos por Santiago, subimos a montanha pra ver a neve, descemos à praia, pra ver Viña Del Mar e subimos os morros pra ver as cores das casas de Valparaíso. 

Viver mais essa experiência, de conhecer um país novo, gentes novas, incríveis paisagens, foi sensacional. Por isso queremos compartilhar com vocês, começando com essa postagem que mostram fotos selecionadas de Santiago.


Quando se começa a andar pela cidade, ainda não se sabe exatamente o que vai encontrar. Por isso, ter sensibilidade e começar por um detalhe, marca a partida para pontos mais incríveis da cidade.




Ainda mais legal é quando o detalhe se repete, mostrando a vida que se refaz entre o que murcha e cai e o que ainda desabrocha.



Prédios bonitos não faltam, como essa do Museu Nacional de Belas Artes.




Mais alguns passos andados e lá está a criatividade...




Um artista que esculpe, com perfeição rostos e tradições na areia.



Se tem um espaço que mesmo os que dizem não gostar de política visitam é La Moneda, a sede da Presidência da República.



Bem perto dali eis a Torre Entel, um símbolo da vida urbana e moderna de Santiago.



Não sei se de protesto, de brincadeira ou as duas coisas, enormes peças de roupa pendiam em um varal que ligava dois prédios no Paseo Bulnes. 


A algumas quadras, se pode entrar e passear pela calle Nueva York.



Por ali encontra-se uma das várias e belas fontes da cidade.



Seguindo a caminhada, olhando para o alto avista-se o campanário da Igreja, com um céu incrível servindo de fundo.

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Nada distante, três crianças quase reais, imagens que compõem a estética de Santiago.



Há também na cidade espaços para feiras e para o tradicional, embora nem sempre tenham com o moderno uma convivência muy harmoniosa



Entre as ruas do bairro Bella Vista, boêmio por excelência, os bares e restaurantes são decorados, inclusive este com o Cerro San Cristóbal ao fundo.



Mais uma mirada - desta vez no bairro Patronato - e lá está mais um campanário, com o céu limpo e azul ao fundo.



Subindo o Cerro San Cristóbal, bem no alto se vê a cidade, rodeada pelos Andes que naqueles dias ainda estavam bem nevados.


O sino do mosteiro de pedra ainda no alto do Cerro San Cristóbal foi só parte de um passeio muito agradável.

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Houve tempo para mais uma vista da cidade, dessa vez com o Edifício Sky Costanera à esquerda, o prédio mais alto da cidade.



Antes da descida, uma descoberta: a gárgula imponente no alto, como que vigiando os que visitam o Cerro. 



De baixo, entre as formas e cores, bellas vistas se compõem.



Mais uma vez andando pela cidade, no feriado nublado do Dia da Raça, houve uma pausa para contemplar as construções históricas, como a Catedral à esquerda.



Outra imagem chamou e ainda chama a atenção: no Paseo Ahumada os prédios se misturam às bandeiras e ao ciclista que passava no momento.



Na praça um festival de danças tradicionais, assistido por muita gente que sentava onde dava, já que bancos não havia mais.



E pra terminar essa postagem, ainda uma vista da cidade e mais uma chance de ver como Santiago é linda.


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Crédito das fotos: José A. Fernandes; Danielle M. Hermes.

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