Identidade 85 ::

Filme: "Mary e Max: Uma Amizade Diferente"

Resenha e filme dublado completo

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Resenha de filme

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quarta-feira, julho 19, 2017

Filme: "Mary e Max: Uma Amizade Diferente" [resenha e filme dublado completo]




Desculpem a sinceridade, mas como professor geralmente acho as formações continuadas das redes de ensino um pé no !@#$%. Só que às vezes temos boas surpresas. Uma dessas foi assistir com os demais profes à animação "Mary e Max", uma história profunda e linda sobre uma amizade nada convencional.  

Se você vive reclamando da vida, que seu time perdeu, que não fica rico nunca, que não fica com aquela pessoa porque ela tem uma pinta marrom onde (supostamente) não deveria ter ou simplesmente escolhe seus amigos (entre várias opções) como quem escolhe uma roupa numa gondola da Riachuelo, você precisa ver esse filme. 

Aliás, veja mesmo esse filme, sobretudo se você se considerar uma pessoa "normal", com tudo "no lugar", inclusive as ideias. Assim quem sabe entenda que a vida é uma coisa complexa, que pode ser ainda mais complexa para outras pessoas.

Às vezes reclamamos que a vida não é como queremos. Mas, que tal pensarmos o mundo e ver nele suas diferenças. Se mal compreendidas elas podem gerar (e geram) rejeição, mas nós não precisamos nos fechar em nossos conceitos pré(históricos). Ao invés disso, de acharmos exótico e repelente, seria interessantíssimo apenas procurarmos compreender, somando, dialogando, nos sentindo parte do mundo que se completa na diferença dos outros.

Pois é foi isso que fez Mary Dinkle, uma menina australiana, com complexo de inferioridade, que por uma série de motivos pessoais buscava apenas um amigo. Amigo que encontrou em Max Horowitz, um judeu de 44 anos que tinha Síndrome de Asperger e vivia sozinho na cidade de Nova York. Amigo que Mary fez por acaso e descobriu sem julgar, que era um cara que os normais da vida chamavam "estranho", "anormal" e "exótico".



Para Mary, após a descoberta lenta do amigo, não importou que ele tivesse Síndrome de Asperger; nem importou que ele tivesse dificuldades de interpretar sinais sociais ou simples manifestações faciais; não importou que ele fosse aficionado por rotina; que tivesse surtos emocionais com as diferentes sensações que fugiam ao seu controle. Na verdade, os resultados disso é que lhe causavam apreensão e ansiedade por não ter notícias do amigo. Só entendeu com o tempo os motivos de Max ser aparentemente apático, não sabendo ele nem o que significava o "amor". 



E no fim das contas, quando tudo isso importou, foi com um sentimento de que deveria ajudar; não por ter pena, mas por sentir-se parte de um processo, de algo que lhe afetava, que se possível deveria intervir, procurar melhorar, ainda que utopicamente acreditasse que pudesse encontrar a solução.

No fim, descobriu ela que o que importava era entender, era se importar. 

E você quer um amigo pra se importar ou só quer julgar?

Assista ao filme completo (dublado)


Quer saber mais sobre Asperger?

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terça-feira, julho 18, 2017

PROMOÇÃO! O Homem Que Venceu Auschwitz, de Denis Avey POR R$ 26,59 (preço normal R$ 40,90)!




O Homem Que Venceu Auschwitz, de Denis Avey, está por quase a metade do preço: R$ 26,59 (preço normal R$ 40,90)! O livro está desde seu lançamento na lista dos mais vendidos ✅

🕯️ DO QUE FALA:

O livro conta a extraordinária história real um soldado britânico que se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz. 

No verão de 1944, Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo ao campo de concentração de Buna-Monowitz, conhecido como Auschwitz III. Já tinha ouvido falar da brutalidade no tratamento dos prisioneiros de lá e estava determinado a testemunhar o que podia. 

Traçou, então, um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e infiltrou-se no campo de concentração, onde foi a testemunha ocular da barbárie que lá ocorria. Durante muitas décadas, Avey não se sentiu preparado para relatar a experiência do passado, porém agora, aos 91 anos, revela em seu livro tudo o que presenciou. 


✅ ONDE COMPRAR? amzn.to/2tcF4JJ ou clicando na capa abaixo



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segunda-feira, julho 10, 2017

TÁ DE GRAÇA! "Brasil - Uma Biografia" POR R$ 27,20!



Com texto acessível e agradável aliado a vasta documentação original e rica iconografia, fazendo uma travessia de mais de quinhentos anos, as autoras se debruçam não somente sobre a “grande história” mas também sobre o cotidiano brasileiro. O preço era R$ 64,90, mas agora está por apenas R$ 27,20! Veja mais na postagem.

Há que se resenhar sobre o trabalho empanhado de Lilia Moritz Schwarcz, antropóloga da USP, e Heloísa Starling, historiadora da UFMG, nessa que é oferecida como uma nova (e pouco convencional) história do Brasil. E como dizem as biógrafas, 


“Talvez ele [o Brasil] fique irritado, ou mesmo aflito, com a visada meio impiedosa do livro, que expõe nosso republicanismo falhado, a herança contraditória da mestiçagem, a democracia que convive perversamente com a injustiça social, a falsa imagem de um país ‘pacífico e sem guerras’”

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segunda-feira, julho 03, 2017

LANÇAMENTO: Lima Barreto - Triste Visionário



Acaba de ser lançado mais um interessante livro, resultado de pesquisa de mais de dez anos de Lilia Moritz Schwarcz. Reza a apresentação do mesmo que a autora mergulhou na obra de Lima Barreto, com seu olhar múltiplo de antropóloga e historiadora, para construir um perfil biográfico que abrangesse o corpo, a alma e os livros de um dos mais interessantes escritores da literatura brasileira. 

Resenha de orelha:

Esta, que é a mais completa biografia de Afonso Henriques de Lima Barreto desde o trabalho pioneiro de Francisco de Assis Barbosa, lançado em 1952, resulta da apaixonada intimidade de Schwarcz com o criador de Policarpo Quaresma — e de um olhar aguçado que busca compreender a trajetória do biografado a partir da questão racial, ainda pouco discutida nos trabalhos sobre sua vida. 

Abarcando a íntegra dos livros e publicações na imprensa, além dos diários e de outros papéis pessoais de Lima Barreto, muitos deles inéditos, a autora equilibra o rigor interpretativo demonstrado em Brasil: Uma biografia e As Barbas do Imperador com uma rara sensibilidade para as sutilezas que temperam as relações entre contexto biográfico e criação literária. 

Escritor militante, como ele mesmo se definia, Lima Barreto professou ideias políticas e sociais à frente de seu tempo, com críticas contundentes ao racismo (que sentiu na própria pele) e outras mazelas crônicas da sociedade brasileira. Generosamente ilustrado com fotografias, manuscritos e outros documentos originais, Lima Barreto: Triste visionário presta um tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos, ainda moderno quase um século depois de seu triste fim na pobreza, na doença e no esquecimento.

Onde comprar: bit.ly/LimaBarretoLilia


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sexta-feira, junho 30, 2017

Sobre o Jeca Tatu de outros tempos


Capa do Almanaque Jeca Tatuzinho, Fontoura 

Hoje em dia vemos a imagem de um Jeca Tatu como coisa divertida e facilmente engraçada: aquele caipira idealizado, que anda de roupas rasgadas, acompanhado de um vira-latas e que tem sempre um cigarro de palhas no canto da boca. A imagem ganha grande reforço com Mazzaropi que imortalizou o personagem. Mas nem sempre foi assim.

O quadro pintado por Monteiro Lobato, a partir de 1914, quando cria o personagem Jeca Tatu, que a princípio fez parte da obra Urupês*, não era nada risível. Na visão desse cultuado autor brasileiro, o Jeca é o homem do campo, ignorante, que carregava sobre si o peso da miséria, das doenças e o lado precário da situação humana.

É o que nos mostra, por exemplo, uma matéria da Revista História Catarina (ed. 52, 2013). Na coluna HC Curiosidades, falam do caipira que rendeu a maior campanha de publicidade da história brasileira, como resultado do Almanaque Jeca Tatuzinho, encomendado pela indústria de medicamentos Fontoura e lançado em 1924, que já distribuiu mais de 100 milhões de cópias. 

Na lógica construída por Monteiro Lobato, "o Jeca só quer beber pinga e espichar-se ao sol no terreiro. Ali fica horas, com o cachorrinho rente"**. É que na visão do fazendeiro Lobato, o tempo já reclamava dinamismo, o que o Jeca não tinha. 

Ilustração interna do Almanaque

Aliás, quase sempre vemos de uma forma hostil a lógica dos que não querem se adequar ao "sistema" dominante e por outro lado, valorizamos alguns grupos em detrimento de outros. Os imigrantes na época de Lobato, começo do século XX (e mesmo desde de o século XIX), eram vistos como elementos a dar dinamismo à nossa economia. Ainda mais se fossem de origem europeia. Portadores que eram de um espírito ordeiro e inventivo. Quer ver? Diz Monteiro Lobato"Perto [de onde morava o Jeca] morava um italiano já bastante arranjado, mas que ainda assim trabalhava o dia inteiro. Por que Jeca não fazia o mesmo?".

Por fim, textos não faltam (basta uma busca rápida na internet) para mostrar a maneira como as elites nacionais viam os menos favorecidos ou os que optassem por uma vida sem pressa. E o nosso reverenciado autor não fugia a regra: fazendeiro de Taubaté, interior de São Paulo, ele parece se abrandar com o tempo, mas começa com um ódio declarado à esse que ele chamou de "parasita da terra", o caboclo, que não entra na trilha do progresso que "vem chegando". Daí, com o tempo passa a adotar uma imagem mais piedosa, como quem desejava depois curar os males do pobre coitado, que não tem coragem para o trabalho por causa dos males que sofre. O remédio: Biotônico Fontoura, indicado como fortificante, e o Ankilostomina, indicado para o amarelão.

No fim, nosso autor vê com pena o "pobre caboclo, que morava no mato, numa casinha de palha. Vivia numa completa pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia, e de vários filhinhos pálidos e tristes" **



Dica de livro:

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Assista o filme Jeca Tatu, de Mazzaropi, 1960 (completo)



* Livro Urupês, de Monteiro Lobato, baixar

** Texto do Almanaque Jéca Tatuzinho Fontoura.


*** Publicado originalmente em 3/jul/2013.

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