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segunda-feira, novembro 20, 2017

Sobre a escravidão no Brasil


O tema desta postagem é a Escravidão no Brasil, que, embora seja muito importante, não é tratado adequadamente por professores e os alunos sabem muito menos. Sobre isso, gostaria de falar com vocês brevemente sobre algumas informações que passam batidas

Em primeiro lugar, nos tempos da escravidão, os negros eram conhecidos pelos nomes dos portos ou regiões africanos de onde vinham e não por suas etnias. Por exemplo, se fosse embarcado no porto de Benguela, se diria: "ah, fulano de tal é Benguela".


Além disso, eram batizados com novos nomes ocidentais, perdendo seus nomes originais, havendo assim ao longo de nossa história muitos Joãos, Marias, Fortunatas e Sebastiões.  


Um pouco mais polêmicos são os casos de alguns personagens lembrados constantemente quando se estuda o tema, como, por exemplo, Zumbi e Chica da Silva. A maioria dos livros didáticos que conheço esconde o fato de que essas duas pessoas, além de outras, conforme muitos pesquisadores, também tinham escravos. Não que devamos aqui denegrir suas imagens ou que seja missão do professor desconstruir esses heróis (o dia da morte de Zumbi, 20 de novembro, foi estabelecido como nosso Dia da Consciência Negra), mas acho que seria mais construtivo se abríssemos o jogo com os nossos alunos e abordássemos a questão com essas informações, que para muitos (inclusive para alguns professores) é nova.


Outro ponto polêmico é que a escravidão não é uma invenção ocidental, ela já era praticada entre os reinos e cidades africanos, inclusive entre aqueles convertidos ao Islamismo - assumindo claro formas diferentes ao longo da história. No caso africano já havia sim o comércio de escravos antes do contato com os europeus, se bem que em muitos reinos que assumiram o Islamismo como religião oficial houvesse espaço para os escravos em funções públicas e outros cargos burocráticos. 


Mercado de escravos no Yemen (1236-1237), Manuscrito árabe. 
Disponível no blog oridesmjr.blogspot.com.br

Sobre esses e outros aspectos da história afrodescendente brasileira e mundial podemos chamar a atenção ainda para outra questão que não é tradicionalmente abordada nas escolas: a das religiões e religiosidades originárias de várias etnias e reinos africanos. Neste caso, já está claro que na história que muitos de nós aprendemos há uma sobreposição das religiões dos povos "dominantes", sobretudo o Cristianismo e também, como mencionei antes, o Islamismo.


Por último, como dica de leitura quero deixar o livro Manilha e o Libambo - A África e a Escravidão de 1500 a 1700, de 
Alberto da Costa e Silva.

 livro A Manilha e o Libambo
Clique aqui!

Foto do topo: Escravo de origem iorubá (grupo étnico da África Ocidental), com escoriações características. Foto de 1885, Coleção Tempostal, Salvador.

* Originalmente postado em 13/fev/2013.

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sexta-feira, novembro 17, 2017

Livros para pensar Didática e Prática de Ensino de História




Diante da necessidade que vem sendo apontada em diversos concursos em nossa área, onde constam vagas que envolvem prática de ensino de História, a didática e o uso do conhecimento histórico em sala de aula, fizemos uma lista que de livros que cremos ajudarão nos estudos e reflexões.

Ao menos em meu caso (José) ajudaram e continuam ajudando muito, seja nas minhas aulas atualmente ou especialmente quando prestei o concurso para ingressar como professor do Estado de Santa Catarina.

Muitas dessas obras venho lendo desde a época da graduação, relendo em momentos importantes e que me possibilitaram clarear questões teóricas fundamentais  e formar uma visão ampla do que é ser professor, ainda que tenhamos em mente sempre a importância da prática para se formar como tal.

Claro que a lista aqui não esgota (nem de perto) o que temos a disposição para leitura (nem mesmo indicam concordância de ideias em todos os pontos), mas creio que sejam algumas das fundamentais.



Kátia Maria Abud Ronaldo Cardoso Alves / André Chaves de Melo Silva (Orgs.)


 livro ensino de história abud

Esta obra surgiu a partir da experiência adquirida por seus autores em cursos dedicados à formação e ao aprimoramento de professores de História do Ensino Básico. Por essa razão, ela é também uma das referências disciplinas que envolvam didática e prática de ensino, além de ser referência também em concursos.

O contato e a troca de experiências com esses profissionais levaram ao desenvolvimento de um conjunto de dez capítulos, nos quais os profissionais do ensino terão acesso a sugestões de atividades didáticas ou miniprojetos, a partir da utilização de diferentes documentos e suportes materiais, como o documento escrito, o texto literário, as imagens fixas ou em movimento, o patrimônio histórico e mapas.

Todas as atividades podem ser adaptadas para as condições locais de cada escola e trazem recomendações quanto à sua adequação para as diferentes faixas etárias dos alunos, de acordo com os processos de aprendizagem próprios de cada idade, o que representa uma inovação necessária para um país do tamanho do Brasil e suas inúmeras realidades.

A obra apresenta ainda sugestões de leitura para os que desejam se aprofundar nas diferentes temáticas, estudando-as de maneiras variadas.


Clique aqui!




Marcelo Magalhães; Helenice Rocha; Jayme Fernandes Ribeiro; Alessandra Ciambarella (Orgs.)



O objetivo deste livro é promover um diálogo produtivo entre discussões da historiografia e do ensino de história, elaborando de forma reflexiva as fronteiras entre campos de pesquisa e reafirmando as relações constitutivas entre o mundo acadêmico e o escolar no ensino de história. 

O livro propõe, ainda, a afirmação dessa interlocução com a reunião de textos de pesquisadores de campos diversos, que pensam usos sociais do passado na história pública, aquela que se produz no espaço social mais amplo que o da academia, voltada para o público em geral ou segmentos desse público, como o escolar.


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Selva Guimarães Fonseca


Autora também de Caminhos da História Ensinada, nesse livro - agora em edição revista e ampliada - Selva Magalhães apresenta reflexões sobre didática, metodologias e práticas de ensino de História desenvolvidas, no ensino fundamental, pela autora e por diversos professores, formadores, pesquisadores e alunos, em diferentes espaços e épocas.
O texto está dividido em duas partes. 

A primeira contém uma análise de dimensões do ensino de História que são temas centrais na formação docente: a história da disciplina e seus objetivos, os currículos, as políticas públicas, as abordagens historiográficas recorrentes, a questão dos livros didáticos e a formação da cidadania. A segunda parte apresenta questões didáticas, sugestões de metodologias, fontes, linguagens, materiais, relatos, técnicas de ensino, comentários críticos, visando à reconstrução de saberes e práticas nos diversos espaços educativos.

obra busca partilhar reflexões e experiências de ensino e aprendizagem em História, bem como contribuir com o desenvolvimento da área, participando dos processos de formação permanente dos profissionais da educação.


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 Ana Maria Monteiro

 livro ensino de história

O ensino de História se insere, no momento atual, em diversas problemáticas educacionais e historiográficas em meio ao processo de inclusão social que tem exigido redefinições de conteúdos históricos e de métodos possíveis de se articularem aos novos meios de comunicação com os quais as atuais gerações têm sido formadas e informadas. As universidades encarregadas da produção historiográfica e da formação docente, as decisões do poder estatal e do setor privado, o mercado da indústria cultural, assim como professores, têm obrigatoriamente de ser objeto de reflexão e de estudos articulados para a maior compreensão sobre a história escolar e sua contribuição para a formação de alunos provenientes de diversas condições econômicas e culturais. 

Este livro representa o esforço para a promoção desses diálogos, fruto de debates do V Perspectivas do Ensino de História, realizado no Rio de Janeiro, um dos principais encontros que especialistas da área, provenientes de diversas instituições brasileiras, vêm realizando ao longo das últimas décadas. Os temas abordados nesse V Encontro em torno do eixo “sujeitos, saberes e práticas” marcam o aprofundamento das relações entre a produção acadêmica e a da história escolar, uma disciplina presente na formação de jovens e crianças desde o século XIX e participante de uma formação política e de identidades sociais cujas dimensões precisam ser constantemente redefinidas e situadas no processo educativo, para que possa desempenhar um papel significativo na cultura escolar do mundo contemporâneo.


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Circe Bittencourt


Esta coletânea é de fundamental importância, para que os futuros professores e os atuais possam ler não necessariamente o professor de História, porque ele é um livro, na qual aborda temas sobre Educação e métodos, para que ajudem ao aluno a compreender a determinada disciplina, ao método inovador, para que os alunos, também possam interver nas aulas, para que eles possam a compreender a sociedade atual, resgatando o censo critico, de até mesmo ajudar a escolherem seus representantes.


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Thais Nivia de Lima e Fonseca

 livro historia e ensino de historia

Este livro foi muito útil na minha formação, me mostrando caminhos pelos quais a disciplina passou e as permanências nas práticas docentes mais atuais; provocando reflexões que estão hoje em dia me fazendo pensar e repensar as minhas próprias práticas em sala de aula. 

Ele propõe uma reflexão sobre a trajetória do ensino de História ao longo do tempo, no Brasil e sobre as suas múltiplas faces, expressões da complexidade que envolve desde que a História tornou-se uma disciplina escolar. Partindo de uma discussão metodológica sobre a história das disciplinas escolares, o texto caminha para a exploração sobre a história do ensino de História na Europa e nas América, verticalizando o olhar sobre este ensino no Brasil desde o século XIX.


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Paulo Freire


Na Pedagogia da Autonomia, de 1996, Paulo Freire nos apresenta uma reflexão sobre a relação entre educadores e educandos e elabora propostas de práticas pedagógicas, orientadas por uma ética universal, que desenvolvem a autonomia, a capacidade crítica e a valorização da cultura e conhecimentos empíricos de uns e outros. 

Criando os fundamentos para a implementação e consolidação desse diálogo político pedagógico e sintetizando questões fundamentais para a formação dos educadores e para uma prática educativo-progressiva, Paulo Freire estabelece neste livro novas relações e condições para a tarefa da educação.

Outros livros do autor também tem importância destacada, como Educação e Mudança e Pedagogia Do Oprimido.


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Edgar Morin

 livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro

Este texto pretende expor problemas centrais ou fundamentais que permanecem totalmente ignorados ou esquecidos e que são necessários para se ensinar no século que se inicia. 

Os Sete Saberes indispensáveis enunciados por Morin constituem eixos e caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes.


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Leandro Karnal (Org.)

 livro História na Sala de Aula leandro karnal

A presente obra é, antes de tudo, uma declaração de amor ao ofício de ensinar História. Catorze profissionais reconhecidos na área unem suas experiências e concepções em um livro que lança novas luzes sobre o trabalho do professor, tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio. 

E, ao contrário de outras obras do gênero, o livro não fica apenas na discussão de teorias: a partir delas questiona certas práticas de sala de aula e propõe outras, mais eficientes para despertar o interesse dos alunos pela matéria e mais compatíveis com a responsabilidade social do historiador.
 
Clique aqui!

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Assista e indique para os seus alunos o nosso vídeo Como Ir Bem Na Redação do ENEM clique para ir! 
 como ir bem no enem de verdade

* Originalmente postado em 19/set/2016.

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domingo, outubro 29, 2017

Vlog Chile # 02 :: Cajón del Maipo - Embalse El Yeso



Eis o segundo vídeo! 

Um dia frio, bom pra subir a montanha e curtir uma linda vista no Embalse el Yeso.

 

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quarta-feira, outubro 25, 2017

COMEÇOU A VIAGEM! Vlog Chile # 01 :: Cerro San Cristóbal



A partir de agora, uma vez por semana, compartilharei com vocês um vídeo mostrando parte da minha viagem à Santiago de Chile. 

E pra começar, uma tarde de sol, uma garrafa de água e lá fomos nós rumo ao topo do Cerro San Cristóbalo!



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Postado originalmente em 21/out/2017.

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quarta-feira, outubro 18, 2017

Entrevista com Mario Silva (Elvis Presley Chile Fan Club) [legendado em português]



Em viagem ao Chile agora em outubro, fiz uma bela entrevista, legendada em português, com uma pessoa muy querida, pra falar de ELVIS PRESLEY e de histórias vividas por esse grande fã chileno: Mario Silva, presidente do Elvis Presley Chile Fan Club Oficial.



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Dica de Elvis:
 cd elvis today legacy
Elvis Presley - Today
Legacy Edition (duplo) (CD)

 cd elvis aloha 
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sexta-feira, outubro 13, 2017

Resenha biográfica de Ben Portsmouth - por Beatriz Garcia




por Beatriz Garcia*


Ben Portsmouth é um cantor, músico e compositor inglês, que desde a mais tenra idade alimentou seu interesse e gosto pela obra de Elvis Presley. Influenciado pelo seu pai, tornou-se um grande fã do rei. 



Em 2005 iniciou seu tributo ao Elvis no Reino Unido, juntamente com a banda Taking Care of Elvis (TCE), fazendo história não só na Inglaterra, mas em toda a Europa, ao longo dos anos. Em 2010 foi pela primeira vez aos Estados Unidos, representando seu continente, para participar do concurso Images of the King. Sagrou-se campeão. Em 2012, participou  do Bridlington ETA masters e do  Collingwood Elvis Festival, nos quais mais uma vez obteve êxito, tornando-se o primeiro artista de tributo a Elvis (ETA - Elvis Tribute Artist) a vencer concursos consecutivos, em sua primeira participação, tanto pelo voto do júri técnico quanto pelo clamor público (voto do público). 



Toda dedicação e talento de Ben foram compensados quando no mesmo ano, após uma árdua disputa, foi eleito o vencedor do Ultimate Elvis Tribute Artist Contest, pela Elvis Presley Enterprises, em Memphis, tornando-se o primeiro artista não-americano a conquistar tal feito. Esta honrosa conquista, somada à sua aparição gloriosa no Late Show with David Letterman, em janeiro de 2013, foram o marco a partir do qual sua carreira prosperou exponencialmente! Atualmente é um dos mais respeitados ETA's do mundo, lotando concertos e conquistando mais fãs em todos os cantos do planeta.



Além da indumentária impecável e sua semelhança física com o Elvis, seu carisma no palco associado com os maneirismos, expressões físicas e faciais idênticas as do Rei do Rock - de acordou com cada época e música que interpreta - fazem de Ben um dos mais completos ETA's. Como excelente músico que é, sua habilidade no violão o permite executar brilhantemente o acústico do 68 comeback special, e sua voz, com alcance de "três oitavas", lhe proporciona plena capacidade pra representar com respeito, justiça e perfeição, inclusive músicas das fases em que Elvis estava no auge de seu poder vocal. Todo este conjunto brinda os fãs com momentos de alegria e emoção, transmitindo aos mesmos a real sensação de estarem de fato num show do seu ídolo: o único e inigualável Elvis!

Apesar do reconhecimento e sucesso alcançados, Ben Portsmouth continua sendo uma pessoa e um artista humilde, recebendo o público em geral ao final dos seus shows com respeito, delicadeza e educação que lhe são peculiares. Fora do palco, é o cantor Ben Portsmouth, não posa com as roupas usadas pra homenagear e render seu respeitoso tributo ao Elvis. 

Sem duvida, só existiu um Elvis, jamais haverá outro!!  Mas dentre os Artistas de tributo, Ben se destaca  pelas suas características artísticas e pessoais,  conferindo-lhe um modo mágico e singular de encantar os fãs do Rei.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR À ENTREVISTA CONCEDIDA POR ELE DEPOIS DO SHOW DE JARAGUÁ DO SUL-SC (29/MAR).

CLIQUE AQUI E NÃO DEIXEM DE ACOMPANHAR NOSSA PÁGINA ESPECIAL DA TURNÊ 2014 DO BEN PORTSMOUTH NO BRASIL!

* Beatriz é participante ativa no Elvis Presley' Kingdom de Curitiba, PR, ao lado da presidente Renate.

** Originalmente postado em 5/mar/2014.

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