O IPEA, o "Índice de Expectativas das Famílias" e nova Classe Média no Brasil ~ Identidade 85 ::

quarta-feira, maio 30, 2012

O IPEA, o "Índice de Expectativas das Famílias" e nova Classe Média no Brasil


Num momento em que Márcio Pochmann, Presidente do IPEA, se programa para o lançamento de seu livro "Nova Classe Média?", pela Boitempo, o Instituto divulga, pelo assessor técnico André Calixtre, o Indicador de expectativas das famílias, referente a março de 2012. Se tem relação esses fatos? Não sei.  Mas ambos, o presidente e seu assessor técnico, trazem alguns dados interessantes, embora representem, no geral, um momento.

Segundo Pochmann, durante a última década, o Brasil viu a ascensão de milhões de pessoas à chamada “nova Classe C”, muitos desses "companheiros" deixando a sempre lembrada "linha de pobreza". Para analisar esse novo elemento social brasileiro, o presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), escreveu o livro "Nova Classe Média?".  

Segundo Caio Zinet, de Caros Amigos, para o pesquisador há uma disputa sobre o que representa essa nova Classe, principalmente em torno da discussão se ela pertence a um setor da classe média, ou se é um setor daclasse trabalhadora. Para Pochmann, essa discussão tem intensas repercussões sobre a atuação e o papel do Estado, sendo que, segundo entrevista ao referido repórter, “se a identidade que nos estamos tendo é a de classe média, a pressão para que o Estado subsidie o setor privado tenderá a ser maior. Se nós entendemos que se trata de novos segmentos no interior da classe trabalhadora a pressão é de outra natureza” (Texto/entrevista "Marcio Pochmann lança "Nova Classe Média?").
No caso do nosso amigo assessor técnico, André Calixtre, algumas das suas afirmações dão conta de que não podemos falar que há uma queda na expectativa das famílias brasileiras e sim que "elas estão se mantendo estáveis por enquanto", inclusive continuando "mais otimistas do que no ano passado, do que em 2011".

O "índice cheio”, ou seja, o Índice de expectativa das famílias, teve um comportamento ascendente desde novembro de 2011; em dezembro ele teve um salto de 63.7 para 67 pontos. Esse índice não é porcentagem e sim pontos de uma escala de otimismo (acima de 60 pontos para o IPEA significa “otimismo”). Em janeiro de 2012 houve um recorde histórico, segundo o assessor, quando bateu 69 pontos.

Dos fatores que contribuem para essa situação temos, principalmente: o pacote de redução do IPI, incentivo à linha branca e “o fato do 13° salário, que sazonalmente tem mostrado um aumento no IEF no final do ano”, que contou ainda neste último caso com um pacote extra de ajuda do governo que “refletiu positivamente na expectativa das famílias”. Em fevereiro deste ano o Índice apresentou uma queda, quando esteve com 67.2 pontos, tendo, finalmente, um leve aumentado no mês de março, atingindo 67.7 pontos. Em miúdos, diz-se que não há uma queda na expectativa das famílias e sim “que elas estão se mantendo estáveis”. Como comparação com março de 2011, vale dizer que as expectativas das famílias eram de 65 pontos.

Em ordem de importância, a "região Centro-Oeste tem se demonstrado a mais otimista", demonstrando bastante dinamismo, "em parte porque é uma... um componente Brasília/Distrito Federal aí. E que... e que entra nessa estatística", em parte por ser o centro administrativo do Brasil. O índice do Sudeste e do Sul que tem apresentado uma relação forte entre crescimento econômico e expectativa, somam 67.7 pontos – "os dois empatados hoje". E depois segue a região Norte e, finalmente, o Nordeste, esta a região que tem a menor expectativa (ainda assim uma expectativa positiva), com 64.2 pontos.
Daí eu concluo, sem concluir, perguntando: qual a relação entre o livro do competente Márcio Pochmann e o Índice divulgado?  Bom, aqui acho melhor deixá-los, leitores, concluir por si mesmos, com suas próprias convicções político-sociais. Mas, de uma coisa temos certeza, neste país que “está na moda” e espero que não fique eternamente no rol das “economias emergentes”, cresce o número de famílias entrando para a classe média e, por enquanto, com boas expectativas. 

Ouça a apresentação do "Indicativo", por André Calixtre




Onde você encontra o livro de Márcio Pochmann? Clique na imagem para saber.



1 comentários:

  1. Os indicadores relativos ao mercado de trabalho e renda devem continuar apresentando resultados positivos ao longo do ano, avaliou nesta quinta-feira (31) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com boletim Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise, a taxa de desemprego média nas regiões metropolitanas ficou em 5,8% no primeiro trimestre de 2012, 0,5 ponto porcentual abaixo do verificado em igual período de 2011.

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